Mostrando postagens com marcador Opinião publicada Semanário da Zona Norte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião publicada Semanário da Zona Norte. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Faça como eu: cacho é tudo

Pesquisa realizada pelo consultor e professor de estética Robson Trindade, e divulgada pelo Jornal da Tarde de 22 de janeiro, quinta-feira, revela que 89% dos cabeleireiros brasileiros admitem que já usaram formol para alisar o cabelo de suas clientes, sendo que 17% destes profissionais estão fazendo tratamentos para corrigir os efeitos nocivos da substância altamente tóxica.

O formol é proibido e não tem registro sanitário para ser usado em procedimentos estéticos. Sua utilização pode ser cancerígena e colocar em risco a saúde do cliente e do profissional, principalmente para o profissional que se expõe com frequência à substância.

O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, João Roberto Antonio, diz que, dentre outros, os principais problemas de saúde acarretados pelo uso de formol nos cabelos são queimadura, alergias, inflamação das vias respiratórias, dermatites no couro cabeludo, além de ser cancerígeno. A aparência dos cabelos também fica prejudicada, com fios sem brilho, sem vida e opacos.

Pela legislação sanitária os alisantes podem conter apenas 0,2 g de formol, mas pesquisa do Instituto Adolfo Lutz mostrou que 52% das amostras tinham uma concentração até dez vezes maior que o limite.

A busca pelas madeixas de liso perfeito pode ser prejudicial tanto para o visual quanto para a saúde. O ideal é não usar produtos que contenham a substância, mas, se for o caso, é importante analisar o rótulo e constatar a quantidade de formol usada. Mesmo estando em concentração adequada deve-se usar máscara, tanto profissional quanto cliente, para evitar a inalação do produto.

É bom frisar que os cachos estão sendo bastante valorizados agora e que a busca de uma beleza padrão tem limites.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Crianças levam drogas e celulares para dentro de prisões no interior

A que ponto chega a falta de escrúpulos das mães que querem ganhar entre R$250 e R$500 a mais. No interior do Estado de São Paulo 35 crianças foram flagradas, junto com as mães, tentando entrar em penitenciárias com aparelhos celulares e drogas nas três penitenciárias de Mirandópolis - duas de regime fechado e uma de semi-aberto. Os números foram publicados pelo Jornal da Tarde no dia 8 de dezembro, segunda-feira, e captados no Conselho Tutelar da cidade.

As mães recebem para levar drogas e celulares aos detentos, que não envolvem pessoas da família na operação. Agora, as chamadas ‘pontes’ usam as crianças como podem, desde recém-nascidos até crianças de 12 anos. De acordo com o conselheiro tutelar Antonio Franquini Collaviti, as mães mudam as estratégias a cada visita para burlar os detectores de metais e aparelhos de raio-X dos presídios.

Algumas fazem falsos curativos nas crianças e sob o esparadrapo colam celular, chips, baterias ou porções de drogas. Outras ainda colocam entorpecentes e celulares nas fraldas dos menores. Uma das mães colou um celular no couro cabeludo dos filhos de 5 e de 6 anos, por debaixo de uma peruca. Segundo um promotor do Ministério Público de Mirandópolis, uma das mães usou os órgãos genitais de uma criança para esconder um telefone celular, configurando um dos maiores absurdos já vistos.

As mães que submetem os filhos a situações de violência ou humilhação podem pegar de 6 meses a dois anos de prisão, mas os presídios femininos e cadeias já estão superlotados e não comportam mais a entrada de novas detentas, o que só agrava o problema.

O delegado titular da Delegacia Central de Mirandópolis, Jenner Vieira de Farias, revelou ao JT que 99% das mulheres presas na cidade e nos municípios vizinhos de Lavínia e Guaraçaí foram flagradas tentando entrar com drogas ou celulares nas unidades prisionais. Em média, as prisões femininas dessas cidades têm capacidade para 18 presas, mas chegam a operar com cerca de 50, o que inviabiliza novas prisões.

Além do caso de mães que usam os próprios filhos para entrar com drogas e celulares nos presídios, continuamos vendo, cada dia mais, casos de agentes corruptos que se envolvem nos eventos. Mas, usar crianças para o crime deve ser um ato punido severamente. Hoje elas são autuadas como tráficantes, mas o crime vai muito além das drogas e aparelhos eletrônicos, configura uma inversão de valores que a sociedade deve combater antes que se transforme em praxe.

Lei proíbe demissão de futuros papais

Uma lei aprovada no dia 4 de dezembro, quinta-feira, na Câmara dos Deputados está dividindo opiniões em todo país. A Lei 3.829, apresentado pelo deputado federal Arlindo Ghinaglia (PT-SP) em 1997, prevê que os trabalhadores cujas mulheres estiverem grávidas tenham seus empregos protegidos por doze meses.

A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e agora vai tentar aprovação no Senado, mas a briga será grande pois as entidades empresariais consideram a medida um absurdo, especialmente no momento de crise em que vivemos.

Chinaglia afirmou, em entrevista ao Jornal da Tarde, que a medida traz tranquilidade para a gravidez da mulher, que estará mais confiante durante a gestação tendo certeza de que não passará por problemas financeiros. Na mesma linha, considera que o preconceito contra a mulher no mercado de trabalho pode cair por terra, uma vez que o homem terá também benefícios com a gravidez.

A lei diz o seguinte: As empresas não poderão demitir funicionários cujas esposas ou companheiras estiverem grávidas; A estabilidade será de 12 meses, contados a partir do momento da confirmação da gravidez por laudo médico do SUS; se mesmo assim o trabalhador for demitido, o empregador terá de pagar uma multa equivalente a 18 meses de salário do funcionário; Lei não beneficia empregados temporários.

Para o diretor do Departamento Sindical da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a proposta é um absurdo e tem cunho eleitoreiro, devendo ser debatida e analisada com maior profundidade. Ele afirmou ao JT que não entedende como uma medida como essa pode aparecer em um momento de crise, em que as notícias de demissão começam a aparecer de diversas empresas.

Para Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a proposta é de boa intenção, mas pode levar problemas na hora da contratação de homens jovens, recém-casados, por exemplo.

O assunto é sério. Ao mesmo que a estabilidade no emprego deixa as grávidas mais tranquilas durante a gestação, há o temor de que o mercado de trabalho e as contratações sofram com a medida. Foi cogitada, inclusive, a possibilidade de homens que estejam com o emprego em risco engravidarem as mulheres para usufruir do benefício. Com a natalidade em alta, os problemas podem se estender à longo prazo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Psiu recebe 83% mais reclamações sobre barulho na madrugada

O Programa de Silêncio Urbano (Psiu) da Prefeitura de São Paulo, recebe, em média, 199,1 reclamações por mês sobre muito barulho na madrugada. Em 2007, eram cerca de 110 reclamações por mês, ou seja, houve um acréscimo de 83%. Em 2006, o número de reclmações por parte dos moradores que se incomodavam com os barulhos da cidade foi tão pequeno, que a Coordenação das Subprefeituras sequer contabilizava os dados.

Agora, muitos colocam a culpa na restrição que a Prefeitura de São Paulo fez à circulação de caminhões no Centro Expandido da Capital (que corresponde a uma área de 100 km²), pois as empresas se viram obrigadas a trabalhar durante a madrugada. Também, pela disponibilidade da entrega de materiais de construção, as empreiteiras fazem trabalhos de manutenção e construção na madrugada, e os moradores estão se sentindo cada vez mais incomadados.

O campeão de reclamações é o bairro de Vila Madalena, conhecido point da noite paulistana, em que bares reúnem muita gente ao som alto das baladas. As obras da Linha Amarela do Metrô nos Jardins e as 100 obras simultâneas da Comgás, especialmente próximo à Praça da República, também são alvos de reclamações.

A pedido da reportagem do Jornal da Tarde, o arquiteto Eliseu Genari, pesquisador de acústica da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) mediu ruídos em vários pontos da cidade. Na Av. Washingtton Luís, na região do Aeroporto de Congonhas, foi verificado um ruído de 98 decibéis na hora do pouso de uma aeronave, bem acima do máximo recomendado de 55 decibéis.

Na Av. Cruzeiro do Sul, perto da Estação Santana do Metrô, foi verificada uma poluição sonora de 81 decibéis, que pode ser comparado ao som de um telefone tocando ou de um piano. O problema é que esse som é ouvido de forma contínua por muitas horas, o que pode causar dores de cabeça, dores de estômago, insônia, dificuldades de concentração e até aumento de pressão arterial, além, claro, de distúrbios no sistema nervoso, em que a pessoa pode ficar com estado de maior irritabilidade.

Todo cuidado é pouco. Eliseu Genari recomenda que, numa balada, por exemplo, a pessoa fique exposta por um máximo de 40 minutos às batidas e saia do recinto por dez minutos para descansar os ouvidos. Se está no carro, em meio ao trânsito da Marginal Tietê, próximo à Ponte Anhanguera, onde foi verificado um ruído de 83 decibéis, feche as janelas e ouça música em volume moderado.

Algumas medidas simples podem fazer a diferença entre uma irritabilidade momentânea e um problema de audição irreversível.

Morte por complicações médicas aumenta no SUS

Em 1998 foi registrada uma morte por complicações médicas ou cirúrgicas para cada 473 mortes contabilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2008, a proporção é de uma morte por complicações médicas a cada 147 óbitos. As complicações são consideradas uma causa de óbitos da Classificação Internacional de Doneças, assim como pneumonia ou acidente de moto, por exemplo. A categoria foi criada para contabilizar quando a causa da morte não foi a doença que levou o paciente ao hospital, como erros médicos.

De janeiro a agosto de 1998 os médicos informaram que 113 pessoas internadas pelo SUS em São Paulo morreram por causa de problemas no tratamento. No mesmo período deste ano, o número chegou a 440. Ao mesmo tempo, o total de internações que culminam em óbito aumentaram 21% nos últimos dez anos.

Apesar dos números parecerem elevados, o governo federal e especialistas, segundo reportagem publicada no Jornal da Tarde de 16 de novembro, consideram que os números estão subestimados, já que quem classifica a morte do paciente é o profissional de saúde que o atendeu. Por isso, a subinformação é considerada alta.

Já para o progrma de qualidade hospitalar da Agência Nacioinal de Vigilância Sanitária (Anvisa), há maior hospitalização da população. Antes o paciente morria em casa, agora morre de uma complicação hospitalar. Além disso, outra explicação para o aumento do número de óbitos por complicações médicas nos últimos dois anos se deve ao fato de que o Estado de São Paulo informatizou o sistema, o que leva a mais registros dos casos.

O fato é que a Anvisa está em uma cruzada mundial para reduzir os efeitos adversos em tratamentos médicos e cirúrgicos. Criado há cerca de seis anos, o projeto Sentinela mantém profissionais que acompanham 210 hospitais de ponta de todo o país com o objetivo de melhorar as práticas de atendimento e reduzir as falhas.

A Anvisa afirma que é possível reduzir os riscos com atitudes simples e de custo zero, como a elevação da cabeceira da cama de pacientes internados na UTI com respiração artificial, pois isso evitaria que secreções cheguem aos pulmões e causem, eventualmente, uma pneumonia que o leve à morte.

Toda a sociedade deve estar ciente de que a internação nem sempre é o melhor método. Hospitais cheios e médicos cansados não são uma boa receita. O SUS precisa de um diagnóstico rápido e de um tratamento que o traga de volta à vida.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Déficit de juízes da infância em São Paulo emperra justiça



Como se não bastasse termos milhares de julgamentos pendentes na Justiça Criminal, uma vitória na luta pela criança e pelo adolescente parece não estar surtindo efeito até hoje. O Estatuto da Criança e do Adolescente entrou em vigor há 18 anos, mas o fato é que a Justiça está emperrada por falta de juízes da infância e de Varas da Infância e da Juventude em todo o país.

A cidade de São Paulo é uma das que mais sofre com essa realidade. Enquanto a média no Brasil é de um juiz para cada 438 mil habitantes, ainda muito aquém do necessário, em São Paulo essa média é de um juiz da infância para 733 mil habitantes. Segundo estudo feito pela Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP), das 2.643 comarcas do país, apenas 92 possuem Varas da Infância, o que representa 3,4%.

Na Capital, das 15 alçadas da Infância e Juventude, quatro só atendem jovens em conflito com a lei, não estando aptas a defender os interesses dos menores e de suas famílias. A alçada da Infância e Juventude tem que atender quando pais separados buscam autorização para retirada de passaportes, viagens e intercâmbios internacionais, ou pais que tenham algum tipo de dificuldade nos colégios dos filhos, entre outras demandas, como atender famílias em situação de vulnerabilidade social que querem dar suas crianças a adoção ou abrigá-las. O local é procurado também por pessoas que têm interesse em adotar crianças.

Com tantas demandas a atender, o número de juízes e de funcionários de outros setores, como psicólogos e assistentes sociais, não corresponde. A Justiça do Estado de São Paulo tem hoje 278 assistentes sociais e 241 psicólogos, mas segundo a Associação de Assistentes Sociais e Psicólogos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (AASPT-SP) seriam necessários mais 300 profissionais de cada área para que os atendimentos funcionassem melhor. Esses profissionais são essenciais para que sejam gerados subsídios para o julgamento do juíz.

Os juízes não são culpados pelo atraso no julgamento dos processos, a questão é que nem o Estatuto da Criança e da Adolescência determina o número adequado de juízes por habitantes, o que faz com que cada um dos 576.103 juízes do Estado de São Paulo fiquem sobrecarregados. Essa situação não é, nem de longe, apropriada, pois cada caso em relação a crianças e adolescentes deve ser muito bem estudado pelos juízes, que acabam não contando com tempo hábil.

O maior prejudicado é a sociedade, que não pode contar com a análise justa em casos que decidem o futuro de uma criança.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Vote consciente

Muitos candidatos a vereador da cidade de São Paulo se apresentaram nos últimos meses. O número é realmente exorbitante. Segundo o Tribunal Superior Eleitora (TSE), 1.077 candidatos concorrem às 55 vagas disponíveis na Câmara Municipal de São Paulo, ou seja, são cerca de 20 candidatos por vaga, comparando-se a um concorrido vestibular para ingresso em curso superior.

A principal diferença é que os candidatos a uma vaga no curso superior se preparam por anos para atingir o objetivo, enquanto os candidatos à nossa tão sonhada Câmara Municipal ganham no grito, na compra de votos, enganando o contribuinte com tapinhas nas costas.

A hora está chegando e os quatro anos seguintes serão melhores ou piores de acordo com as escolhas feitas por você, eleitor. Ao escolher o seu candidato a vereador fique atento à ligação que ele tem com a região em que você mora. Em uma cidade do tamanho de São Paulo, os vereadores devem ser escolhidos de forma a aproximar as necessidades da região das decisões governamentais. Assim, escolhendo um candidato que conhece o seu bairro e as suas necessidades, fica mais fácil cobrar soluções e confiar nas propostas.

Neste caso, podemos perceber que santo de casa não faz milagre, como vem acontecendo por anos na nossa Zona Norte, em que políticos regionais despreparados não atendem às expectativas da população. O ideal seria podermos contar com o voto distrital, em que cada região faria valer sua vontade, mas enquanto isso não acontece temos que prestar muita atenção na pessoa e no seu histórico de ações.

Não venda seu voto em hipótese alguma. O seu voto vale tanto quanto o de qualquer outro cidadão, ou seja, não tem preço. Pense bastante antes de digitar um número na urna eletrônica no próximo dia 5 de outubro. Esse ato relfetirá na sua vida e na vida das pessoas que convivem com você, portanto, o mais sensato é conhecer bem o candidato que se escolhe.

Para a escolha do seu candidato a prefeito valem as mesmas dicas, mas de forma mais generalizada. Escolha o candidato pelo que ele efetivamente pode fazer para melhorar a vida da sociedade paulistana. Um bom prefeito não é feito apenas de sorrisos e afagos, mas deve mostrar uma conduta justa, honesta, com transparência de propostas.

Essa é a hora do povo. É a hora em que a sociedade escolhe quem vai representá-la na administração da cidade, quem vai decidir o que é melhor para a sociedade, por isso, vote consciente!

Eleitores estão indecisos quanto em quem votar para vereador

Pesquisa Ibope, contratada pelo Estado e pela TV Globo e divulgada em 28 de setembro, aponta que 63% dos eleitores em São Paulo ainda não sabem em quem votarão para vereador. Outro dado que assusta é que 59% do eleitorado não se lembra em quem votou para vereador nas eleições de 2004. A decisão de última hora para as eleições de 2008 corrobora para mais quatro anos de amnésia.

Do universo de entrevistados, apenas 28% sabem dizer, depois desses quatro anos, em quem votaram para vereador. O problema é que o gesto dos eleitores abre prescedentes para a informação de que 91% dos projetos aprovados na Câmara Municipal de São Paulo são irrelevantes, como concessões de medalhas, títulos de cidadão paulistano, batismo de logradouros públicos.

O estudo foi conduzido pela ONG Transparência Brasil e abrangeu 3.021 projetos apresentados entre 2005 e 2008. Desses, 646 davam nome a ruas, praças e escolas.

A população deve ter em mente que os 1.077 cidadãos que pleiteiam uma das 55 vagas da Câmara Municipal de São Paulo devem fazer muito mais do que homenagear famílias com nomes de rua. Eles têm um compromisso com o contribuinte, antes de tudo. Devem legislar de acordo com os interesses da população que os escolheu.

Tome cuidado. Escolha o seu candidato com propriedade. Escolha uma pessoa ou um partido em quem confia para ditar os rumos que São Paulo deve tomar. Educação, habitação, infra-estrutura, transporte, saúde, tudo o que diz respeito à vida em comunidade.

Se o eleitor não se preocupa em quem votou nas útlimas eleições, em quem colocou sua confiança para lhe representar, como cobrar ações de revelência dessas pessoas? Não sabemos quem as elegeram.

Voto consciente, por uma São Paulo melhor, por uma vida em comunidade melhor, pela real democracia.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Estratégias para burlar blitze são arquitetadas por bares e casas noturnas



O movimento de pessoas com carros nas casas noturnas e bares de São Paulo, mais especificamente na Vila Madalena, teve uma redução de 70% segundo as empresas de valets que atuam no local. Mais de três meses depois que a Lei Seca entrou em vigor, empresas de valet prestam outros serviços além de guardar carro: eles estão, agora, avisando os clientes sobre a localização das blitze nas madrugadas.

Utilizando-se de rádios e telefones celulares, os valets colhem informações com colegas e taxistas sobre onde estão localizadas as blitze na madrugada de São Paulo e avisam os clientes para evitarem determinadas ruas. Há os enfrentam o risco de serem pegos e há aqueles que contam com informações privilegiadas.

Empresas de valets chegam a disponibilizar um motorista que faz rondas ao redor do estabelecimento a fim de alertar os clientes da presença da Polícia Militar. O fato é que a proibição, como idsse o professor Ari Refheld, da Faculdade de Psicologia da PUC, acaba fazendo com que o cidadão reaja da forma contrária. Assim, considera que o cidadão está sendo tratado como criança mimada, mas quanto mais há proibições, mais brota a vontade de transgressão.

Com a ajuda dos valets, então, essa transgressão é certa.

Especialistas acreditam que deveria ter havido um plebiscito, em que a população pudesse ser consultada antes da imposição da lei, pois agora não tem mais jeito. A lei está, sim, correta, uma vez proíbe a circulação de pessoas embriagadas ao volante, perigo eminente para suas próprias vidas e outras, mas a tomada de consciência deve acontecer desde já, com uma educação de trânsito voltada para as crianças.

Assim, a lei deixa de ser uma imposição e passa a fazer parte da ética do cidadão em sociedade.

Infecção hospitalar é descuido dos profissionais

Enquanto muito se fala da contaminação por micobactérias “escondidas” em instrumentos cirúrgicos, especialistas avisam que os cuidados básicos a serem seguidos por profissionais da saúde estão sendo negligenciados.

Na correria das enfermarias lotadas, médicos deixam de lavar as mãos com água e sabão, por exemplo, cuidado mais básico e eficaz para diminuir o problema de infecção hospitalar. A presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Instituto Central do Hospital das Clínicas, Thaís Guimarães, alertou na imprensa que os médicos são os profissionais de saúde que mais esquecem esse procedimento básico.

Também, o excesso de trabalho e a ausência de estrutura adequada, como pias nos locais de atendimento e material são responsáveis pelo problema. Responsável pela área de infecção hospitalar do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, a brasileira Denise Cardo alerta que o controle de infecção é responsabilidade de todos: do diretor do hospital, do médico, da enfermeira, da pessoa que limpa o chão.

Assim, entendemos o porquê do caso no Brasil estar sem controle. Falhas na esterilização dos equipamentos e ausência de comissões de controle de infecções nos hospitais, uma exigência da Anvisa, agravam o problema do esquecimento e correria dos profissionais.

No Brasil, as normas oficiais de combate à infecção hospitalar surgiram em 1983. Hoje, a Anvisa estima que sejam 50 mil óbitos anuais, com uma taxa de infecção hospitalar de 15,5%.

Insistimos, caros profissionais da saúde, que com ações simples, como lavar corretamente as mãos, com água, sabão e produtos à base de álcool, cerca de 50 mil óbitos podem ser evitados. Os protocolos de esterilização e desinfecção estão todos no site da Anvisa.

Se esqueceu, vamos repitir: água e sabão, secar os equipamentos e fazer a desinfecção ou esterilização.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

27% dos alunos de 1ª a 8ª estão em salas superlotadas na rede de ensino municipal

Com base em dados do sistema Escola Online (EOL) o Diário de São Paulo divulgou na terça-feira, 5 de agosto, que dos 520.519 estudantes matriculados nas Escolas Municipais de Enisno Fundamental (Emef) 142.523 estão em salas superlotadas.

O limite do número de 35 alunos por sala de aula foi estipulado pela prefeitura de São Paulo por meio da portaria 4.922, de 2007, que dispõe sobre diretrizes e normas das matrículas para Emefs em 2008. São 22% das Emefs superlotadas, ou seja, 109 das 484 escolas têm média superior a 35 estudantes por classe.

Há disparidades de acordo com a localidade. Por exemplo, no Jaçanã, Zona Norte, e na Penha, Zona Leste, apenas uma escola encontra-se em situação de superlotação em cada, enquanto em Guaianazes, Zona Leste, 70% das unidades escolares tem mais de 35 alunos por classe.

Agora, a Secretaria Municipal de Educação comemora a queda da média de alunos por sala e a redução do número de escolas com o chamado "turno da fome", quando as crianças estudavam das 11h às 15h.

Acontece que no biênio 2007 / 2008 foram 14 Emefs inauguradas e 91 escolas eliminaram o turno da fome, o que praticamente anulou as novas vagas criadas, estagnando a média de alunos por classe com 34,2 em 2007 e 34,3 em 2008. Por outro lado, parte da demanda foi absorvida pela rede estadual de ensino, que teve um acréscimo de matrículas em 4,1%.

Para se ter uma idéia, a situação já foi bem pior. Em 2000 a média de alunos por turma do 1º ao 8º ano era de 36,7. Caiu a 35,3 en 2005 até chegar ao número de 34,3 alunos por classe neste ano.

A redução existe sim, mas devemos ter em mente que a educação é fator primordial para o desenvolvimento individual e da sociedade. Sendo assim, tem por exigência chegar à perfeição, o que nos dará esperança de um futuro mais íntegro para o Brasil.

Alimentos considerados saudáveis são verdadeiros vilões para o organismo

Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) revelou que o índice de intoxicação por alimentos empregnados de agrotóxicos cresceu 14% no Estado de São Paulo. Os últimos dados apontam 1.965 envenenamentos em 2006, contra 1.688 ocorridos no ano anterior.

Os dados fazem parte do Sistema Nacional de Informação Toxicológica (Sinitox) da FioCruz. No Brasil foram 9.585 intoxicados, ou seja, 17% mais do ue os 8.167 casos de 2005. Estivamativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que os registros ainda são baixos, uma vez que para cada caso notificado outros 50 não chegam nas pesquisas, o que significa que só em São Paulo seriam 96.285 intoxicados de fora dos números.

O país é o segundo colocado no consumo de agrotóxicos no mundo, o que leva a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a considerar que haja um excesso no consumo, trazendo o problema para a mesa do consumidor, que conta com alimentos cheios de resíduos.

Além disso, há ainda o fato de que os agricultores usam produtos indevidos, aumentando o risco de intoxicação. Apesar de a maioria das amostras de frutas, legumes e verdures analisadas pelo Programa de Avaliação Alimentar do Governo Federal terem sido reprovadas, é certo afirmar que a população não precisa suspender o consumo dos alimentos, uma vez que a quantidade de resíduos está, sim, alta, mas ainda não prejudicial ao organismo.

O principal vilão da lista é o tomate, seguido pelos morangos e pelo inofensivo alface. Além deles, foram reprovados também o mamão, a banana e a cenoura, a questão é que contém excesso de resíduos ou foram cultivados com substâncias não apropriadas.

A dica é que todos esses alimentos sejam lavados com água e sabão para evitar que estejam impregnados de resíduos de agrotóxicos.

Ganhando menos de R$10 mil por mês, como vereadores dobram patrimônio declarado?

Entre os valores declarados pelos vereadores de São Paulo em 2004, as últimas eleições, e agora, para concorrer às eleições de 2008, em bens e patrimônios, há uma diferença considerável. Segundo pesquisa do Jornal da Tarde (JT), publicada em 22 de julho, terça-feira, a maioria dos 55 vereadores da Câmara de São Paulo teve seu patrimônio dobrado nos últimos quatro anos com um salário de R$9.800 por mês.

Não há acusações aqui, mesmo porque depois de se tornar vereador os negócios também vão muito bem, obrigado. Em média, o patrimônio declarado por 45 vereadores que tentam reeleição teve variação em 40%, sendo que a variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) ficou em 22,25%.

Isso siginifica que o patrimônio declarado de cada um dos 45 parlamentares que participaram da pesquisa informando os dados foi de R$39 mil por ano. Até as últimas eleições, os candidatos eram obrigados a levar ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) apenas a lista de bens, agora, é exigida a aprensetação também dos valores.

Assim, em valores aproximados, eis os que lideram a lista: Milton Leite (DEM) cresceu seu patrimônio em R$ 1,6 milhão; Roberto Trípoli (PSDB) tem R$ 762,2 mil a mais que em 2004; Wadih Mutran (PP) incorporou R$ 842,7 mil; Aurélio Miguel (PR) tem R$ 894 mil a mais em bens; e Agnaldo Timóteo (PR) possui R$ 624,1 mil.

A matéria do JT nos coloca atentos aos aspectos de decisão levados em conta pelos candidatos à vereador quando pleiteiam um cargo público que paga R$ 9,8 mil. O salário não é tão bom, mas os contatos se fortalecem e os negócios próprios tomam grandes proporções.

Mais uma vez retificamos que não representam acusações, mas a população tem todo o direito de saber sobre os bens dos homens públicos que são eleitos para cuidar da nossa cidade, dos nossos interesses, do nosso dinheiro.

Antes de escolher um candidato para votar, fique atento ao que ele oferece como promessas e, especialmente, em sua vida como profissional. Se a Câmara vai bem, os negócios vão bem.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Santana completa 226 anos, mas sem muitos motivos para comemorar

Parabéns, bairro de Santana, por seus 226 anos de vida. Apesar da idade avançada, é um dos bairros mais jovens de São Paulo. Estar do outro lado do Rio Tietê, sem dúvida, atrasou seu desenvolvimento, mas agora não há mais motivo para o esquecimento, muito pelo contrário. Apesar de todo o abandono que sofreu e sofre a região de Santana, possui um dos metros quadrados mais caros da cidade de São Paulo.

Sua pujança comercial é evidente, seu clima é agradável, suas ruas cheias de famílias tradicionais que o amam, admiram e querem bem.

Evidente que Santana precisa de obras, de asseio, de investimentos, de cuidados. Cuidados estes que há muito não são dados pelas subprefeituras que se seguem. Após a gestão de Hélvio Nicolau Moisés, o primeiro subprefeito da região Santana/Tucuruvi, criada em 2002, muito pouco tem sido feito pelo bairro.

A questão é que não podemos mais conviver com a sujeira, com o mal cheiro, com a falta de segurança pública. Carros e pedestres tendo que dividir espaço porque a cada dia aumenta o número de barracas nas calçadas, especialmente as Ruas Voluntários da Pátria e Leite de Moraes, que se tornaram intransitáveis, sendo evitadas por todos.

Pedimos, encarecidamente, que a próxima gestão municipal escolha um dos muitos políticos competentes que temos na região para gerir Santana. Alguém que conheça suas dificuldades e belezas, e saiba resolver os problemas e destacar ainda mais as qualidades, que saiba tratar com respeito seus moradores de igual para igual, que seja morador e apreciador dessa Santana não vilipendiada pelas autoridades.

Um bairro nobre sim. Nobre pelos seus moradores, que fazem de tudo para permanecer em Santana, convivendo com suas mazelas, diminuídas pela grandeza de sua história e de sua gente.

Santana merece mais atenção e lutaremos para que tenha o melhor.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Motos são vilãs na poluição do ar em São Paulo, mas filtros e catalisadores resolvem o problema

Parece difícil de acreditar, mas as motos poluem 6 vezes mais que os carros hoje. Mesmo tendo reduzido sua participação na poluição desde 2000, quando poluía 16 vezes mais que um carro, as motocicletas continuam sendo vilãs na emissão de monóxido de carbono na armosfera segundo estudos da Divisão de Engenharia e Fiscalização de Veículos da Companhia de Tecnologia de Saneamentos Ambiental (Cetesb).

A maior parte da frota de 1 milhão de motos que circula na Grande São Paulo, ou seja 57,8%, está poluindo o ar sem controle, respondendo por 17% da poluição. Em comparação, os modelos de motocicletas 2007, que já vêm com alterações anti-poluentes, emitem 1,82 grama de monóxido de carbono por quilômetro rodado (g/km), contra 0,33 g/km dos carros.

A diferença pode ser considerada pequena, mas apenas 10% da frota de motos é composta por modelos de 2007 para cá, o que significa que a grande maioria continua causando problemas para o meio ambiente e para a saúde dos próprios motociclistas, que são quem mais sofre com a poluição do ar.

Olhos vermelhos e irritados, dores de cabeça e problemas respiratórios são apenas alguns dos sintomas da convivência direta com a poluição, especialmente verificada naqueles que percorrem entre 120 e 150 km por dia no trânsito de uma grande cidade como São Paulo.

A Associação Brasileira de Motociclistas (Abraciclo) afirma que as empresas fabricantes de motos estão se adaptando rapidamente ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot), isntituída em 2003. Um programa semelhante para a contenção da poluição de carros demorou mais de 20 anos para estar completa, por isso a diferença.

A principal ação é a instalação de catalisadores, que devem começar na terceira fase do Promot, em 2009, que reduzirá as emissões consideravelmente. O desafio, agora, é a falta de espaço físico que tem uma moto para a colocação do equipamento. Um ponto contra é que o equipamento de catalisação pode elevar em até 15% o preço das motos no mercado, especialmente as de 150 cilindradas, maior parte da frota e as mais poluentes.

De qualquer forma, filtros e catalisadores, compenentes antipoluição, devem ser isntalados em todas as motos. Mas, como ficam os caminhões com mais de 20 anos de circulação e os ônibus, que certamente são os reais vilões dessa história?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Teste do bafômetro obrigatório pode trazer ainda mais corrupção?

A nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, foi publicada no Diário Oficial da União em 19 de junho de 2008, sexta-feira, quando entrou em vigor. Ela trata de que a direção sob influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que cause dependência é considerada infração gravíssima, com multa de R$955 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

Entre as medidas previstas está a retenção do veículo até a apresentação de outra pessoa habilitada e o crecolhimento da CNH. A Lei diz que o condutpr não pode ter nenhum álcool no sangue; se for flagrado com até 3 decigramas de álcool por litro de sangue (ou 0,15 miligrama por litro de ar expelido) ele paga multa e tem a carteira suspensa; se estiver com mais de 3 decigramas o motorista vai preso com pena de 6 meses a 3 anos.

A lei também proíbe a venda de bebidas alcoólicas em estradas federais, exceto em trechos dentro das cidades; passa a ser obrigatório se submeter ao testo do bafômetro, que antes era opcional; e se o motorista se recusar a fazer o teste, sofre as mesmas sanções aplicadas ao motorista embriagado.

Tantas considerações são úteis, principalmente se contarmos que só até 30 de maio de 2008 já foram registrados 32.387 acidentes de trânsito nas Rodovias Federais por conta do consumo de álcool com 1.497 mortes. Sendo que em 2007, durante todo o ano, foram registrados 28.898 acidentes com 1531 mortes.

O necessário, agora, é que sejam estabelecidas as formas de aplicação dessa lei, uma vez que apenas quatro dias após ser instituída, um motorista prestou esclarecimentos e foi liberado após o bafômetro ter apontado 0,89miligramas de álcool por litro de ar expedido, ou seja, seis vezes maior do que o indicado para pena de prisão.

O que devemos pensar, e cobrar das autoridades, é a aplicação correta da lei. O que impede o aumento do pagamento de propinas? As autoridades estão preparadas para lidar com esse novo tipo de infração? Quanto vale a obrigatoriedade do uso do bafômetro?

Sim, são apenas questionamentos, mas a sociedade tem que estar atenta, uma vez que a Lei deve funcionar e ser aplicada a todos, independente do quanto pode ser oferecido para a ‘cervejinha’ ou o ‘café’ da autoridade.

Já são 600 mil seguranças clandestinos em São Paulo

Baixos salários e falta de treinamento. Os homens de preto têm tomado conta de bares, restaurantes, empresas e condomínios de São Paulo de forma descontrolada. Seguranças irregulares se espalham pela cidade e já chegam a 600 mil na clandestinidade, segundo estimativa da Polícia Federal (PF).

A invasão de “profissionais” despreparados para atuar na área se deve a dois fatores principais de acordo com a PF: o mercado crescente e a falta de fiscais para controlar a atividade, responsabilidade da PF. O que mais preocupa é a atuação de policiais militares e civis que fazem ‘bico’ de segurança privada nos contra-turnos, o que é proibido .

Casos de abusos ou omissão têm chocado o Estado nas últimas semanas. Em um deles um rapaz de 23 anos foi espancado na saída de uma casa noturna em Sorocaba por 10 jovens. Vendo as imagens do circuito de TV, nota-se claramente que dois seguranças assistiam à cena sem fazer nada. O rapaz espancado está em coma.

Em outro caso, um jovem de 19 anos morreu espancado ao ser retirado de uma festa junina Portuguesa. A família acusa os seguranças do clube.

Em números, 139.800 seguranças particulares estão cadastrados na Polícia Federal do Estado de São Paulo, ou seja, passaram pelo curso de 160 horas e receberam a carteira funcional. No Brasil são 436 mil seguranças particulares cadastrados e estima-se 1,5 milhão de clandestinos. Para cada 726 profissionais oficiais, devidamente cadastrados e treinados, existem 2.500 seguranças clandestinos.

O cientista social da Universidade de São Paulo (USP), André Zanetic, esclarece que as casas noturnas vão buscar lutadores de academia para fazer a segurança, com biotipo alto e forte, mais pela aparência, porque essas pessoas não têm o menor preparo para lidar com confusões, por exemplo.

A PF promete fechar o cerco à fiscalização em São Paulo, e é isso que esperamos. Mas o número crescente de pessoas na atividade - que hoje chega a 250 novos profissionais de segurança privada por dia nas ruas - dificulta o controle.

Também, quem deve estar atento a isso são as próprias casas noturnas, que perdem ao contratar profissionais despreparados, uma vez que a segurança é ponto fundamental de um estabelecimento, mas sem abusos.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

44% de médicos sofrem de transtornos psicológicos

Um estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com 7.700 profissionais em todo país revelou que 44% dos médicos sofre de problemas psicológicos como depressão e ansiedade. Na população, segundo uma pesquisa internacional usada como referência para o CFM, o índice de depressão e ansiedade é de 33,4%.

Nesse quadro, identificamos que a comunidade médica também precisa se tratar. O autor da pesquisa, Genário Barbosa, acredita que são necessárias políticas públicas através de parcerias com os ministérias da Saúde e da Previdência para que esses profissionais passem por regulares baterias de exames.

Do total de 7.700 médicos entrevistados na pesquisa, 6.329 trabalham em dois ou mais empregos, 2.200 tomam remédios por algum problema grave e 7,7% têm transtornos mentais graves, inclusive, com 3,3% com incídio de suicídio.

Além disso, 57% sofrem de estafa, entre moderada e grave, o que acaba atingindo a saúde do corpo também, levando a doenças cardíacas e alterações do sistema circulatório (20%) e no aparelho digestivo (21,8%). A estafa é chamada de Síndrome de Burnout, recorrente em profissionais da saúde e médicos, que aparece em pessoas com jornada exaustiva de trabalho e com intervalos pequenos entre um e outro.

Os principais sintomas são exaustão, desânimo no emprego, estafa emocional, mudança brusca de humor e insatisfação extrema com a vida, negativismo, depressão e instabilidade emocional.

Esses dados são mais alarmantes se levarmos em consideração a profissão desses homens e mulheres, que lidam com a vida humana o tempo todo, durante expedientes longos demais ou dobrados, como é o caso de 82% da comunidade médica que trabalha em dois ou três empregos por causa dos salários considerados baixos.

Os médicos estão precisando de cuidados e a partir dessa pesquisa algumas iniciativas farão com que os médicos não confirmem certos ditados populares, como: "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" ou "Em casa de ferreiro o espeto é de pau".