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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Textos no Comunique-se



Há alguns meses sou colaboradora do Portal Comunique-se (www.comunique-se.com.br). Apesar de ter acesso restrito a jornalistas com cadastro, qualquer um pode ver os textos publicados lá aqui no blog mesmo, na seção Comunique-se....

Espero que gostem, pois tenho muuito orgulho em ver meus textos sendo lidos por lá....

UHU

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Desafios domésticos



Começou o dia bem, colocou aquela sandália que ele deu. Usou-a no estilo mais casual. Era outra ela. Já na ida, com o trôpego sob os pés, sentiu doer o direito. Prosseguiu. Falida e outra, agora com os pés machucados.

E o dia foi.

A cada um que indagava, uma explicação surgia. Com o passar do dia soube. Teve certeza de que era saudade. Ou apenas mais uma TPM acentuada por questões emocionais irresolvíveis. Tem que vir tudo junto, faz parte do pacote existencialismo.

Pós parênteses, entendeu. O melhor estava por vir. Neste dia, andou mais do que de costume, com a sandália que ardia pelo toque. Uma correia se foi. Prosseguiu. Duas já não existem. Sem a terceira, andar é insuportável.

Tira e prossegue. Pedrinha por pedrinha percebe o sensível, sempre tão bem calçado. Foi-se o trôpego, instalou-se o sôfrego.

E o recipiente vazio precisava de socorro também. Uma longa escadaria o separava da ardente combustão. Superou. Mas, a que preço? O peso da descida teve a contribuição da gravidade. Por que o gás sempre acaba no domingo à tarde? Mais uma para a Teoria do Caos.

Antes, assim que entra em casa, com a cabeça pronta para descartar os pensamentos, percebe que o cachorro está num dia ruim. Provavelmente também teve um dia daqueles. Depois de revistos os acontecidos, o saldo é positivo. Gargalhadas perturbam a alma.

Letargia se converte em ação.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Vantagens do egoísmo

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo. Apesar da afirmação já ser clichê em todo planeta, pois o mercado está cada vez mais competitivo desde que se criou o conceito, a verdade é essa. Todos os dias milhares de currículos circulam nas latas de lixos de grandes, médias, pequenas e micro empresas.

Há poucos dias uma pesquisa revelou que o índice de trabalhadores com carteira assinada vem crescendo e que nunca esteve tão alta desde a década de 1980. Ou seja, naquela época, venhamos e convenhamos, as estatísticas eram bem fajutas, se é que me entendem...

A classe média também cresceu assustadoramente. O problema é que para fazer parte da classe média é considerada uma renda entre R$1.100 e R$4.100, para arredondar um pouco. Da minha parte, que faço parte da primeira metade da classe média, se assim podemos dizer, não há tantas vantagens em se fazer parte do índice.

A classe média da “primeira metade” – me referindo àqueles que não alcançaram a dádiva de declarar imposto de renda, hehe – está cada dia mais afogada. Consumindo o que a segunda metade consome sem conseguir pagar por isso, se atolando em cartões de crédito, pagando juros exorbitantes, insanos e até indecentes.

Então. Voltando ao conceito de mercado de trabalho cada vez mais competitivo, vemos que a saturação de determinadas profissões, antes consideradas de elite, como direito e odontologia, deixam seus estudantes cada vez mais frustrados, não pela falta de mercado, mas pelo excesso de pais que sonharam as profissões dos filhos.

Esta medíocre cronista nada tem contra tais ofícios, muito pelo contrário. Atento, simplesmente, para o fato de que há postos de trabalho sobrando para atividades consideradas menos nobres, mas que requerem mão-de-obra especializada, como os técnicos.

Todas essas observações foram, simplesmente, uma prova de que mente vazia é oficina do diabo. O que há de importante no mercado de trabalho estar cada vez mais competitivo é que cada vez mais pessoas vão se interessar em fazer parte dele, em ganhar espaço, em estar em evidência.

Enquanto cada um investe em si para compor esse mercado de trabalho cada vez mais competitivo, mais capazes se tornam as pessoas, mais ativa a sociedade, mais justa a distribuição de renda, mais felizes todos os seres.

Portanto, antes de se preocupar com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, invistam em si, no desenvolvimento das capacidades individuais, sejam profissionais ou pessoais. Todo o mundo, literalmente, sai ganhando quando pensamos mais em nós mesmos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A utilidade do ser liberto e criativo

Melhor seria se um domador inerente a nós mesmos guiasse nossa conduta, mostrando o caminho mais fácil para as realizações, uma vez que tentar e errar, tentar e errar, tentar e errar é característica própria do ser humano bobo.

Se fôssemos ensinados e condicionados a agir de determinadas formas, para agradar determinadas pessoas, a fim de uma unidade quanto a determinados comportamentos seria tão mais fácil.

Pensar dá trabalho, cansa e frustra. Nunca sabemos o que é certo, nunca sabemos o que é errado. É angustiante. E a necessidade de pensar em certo e errado, correto e incorreto, fazer ou não fazer devia depender única e exclusivamente de situações pré-determinadas.

Ao sermos domados, como um animal selvagem, que nada sabe e apenas repete o que lhe é (im) posto, evitamos traumas, dores, aflições, questionamentos inumeráveis e indizíveis.

Poupar escolhas devia ser uma regra. Fazer apenas aquilo para o que fomos programados; encher-nos de informações úteis para o dia-a-dia sem sequer observar outras realidades.

Sermos condicionados sem condições, sem poréns, apenas comandos executáveis e correspondência a um sinal já estabelecido. Que maravilha! Sem livre arbítrio, sem múltipla escolha, sem muitas explicações, sem sentido mesmo. Executar o comando. Ponto.

Como ser inteligente que é o humano, não necessitaria chicote, choque ou chinelada. Domados pela simples pré-disposição a ser domado. Simples, insípido, inodoro, incolor. Importante que seja insípido, inodoro e incolor. Essas coisas trazem muitas lembranças e para quê servem as lembranças, a não ser para o despertar de sentimentos que nos tomam de assalto e nos levam até o fôlego, roubando-nos a quietude.

Domados sim e bem domados, de forma a apenas obedecer o dito e estabelecido, esquecendo inúteis intuições e instintos, que também não servem para nada além de colocar-nos em ciladas e inseguranças.

Quer saber? Esqueçam. Finjam que nada disse. Finjam que nem estou aqui. Finjam que nunca existi. E jamais – prometam – jamais voltarão a ler tais absurdos, que apenas estão impressos em defesa da LIBERDADE e da CRIATIVIDADE.

Escrevo


Àquele que acorda com espírito de recomeço
Àquele que não nega uma gargalhada das mais gostosas
Àquele er rante, que tro peça a ca da quar teirão e mal sa be a for ça que tem
Àquele que se vê em intempéries e agradece a oportunidade de crescer
Àquele que entende que ser pequeno é só uma fase

Àquele que é mais músicas que filmes
Àquele que é mais histórias que poemas
Àquele poeta, que inda num sabe iscrevê, mas sente com intensidade única
Àquele que não tem medo de ter medo
Àquele que sabe o que quer, mas não se importa em começar logo

Àquele que faz de tudo
Àquele que tenta de tudo
Àquele lOUcO, qUE EnfrEntA A vIdA dE frEntE E se importa apenas com os que lhe são importantes
Àquele que venera o surreal
Àquele que clama pelo natural

Àquele que tem pretensões
Àquele que tem ambições
Àquele l
a
r
g
a
d
o
Àquele que faz um passo de cada vez
Àquele que leva o mundo nas costas

Equilíbrio para que?
Sensatez para que?
Organização para que?
Informação para que?
Para quem?

Quem?!?