segunda-feira, 28 de abril de 2008

Cadê?

A noite
O braço
Não há
O frio

Na noite
Na cama
Não há
O braço

Espero
Reitero
Instigo
Não há

Não sinto
Não está
O braço
Não há

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Fá, Lá e Jimmy Jimmy


Não é por nada não, mas Valdelino e Romilda, pais de Fá; e Laécio e Shirley, pais de Lá, devem estar muito orgulhosos da família que construímos. O netinho, Jimmy Jimmy, tem o humor oscilante do pai e a desastrice da mãe.... Que lindo...

Difícil diferença

ver.da.de
1 Aquilo que é ou existe iniludivelmente. 2 Conformidade das coisas com o conceito que a mente forma delas. 3 Concepção clara de uma realidade. 4 Realidade, exatidão. 5 Sinceridade, boa-fé. 6 Princípio certo e verdadeiro; axioma. 7 Juízo ou proposição que não se pode negar racionalmente. 8 Conformidade do que se diz com o que se sente ou se pensa. 9 Máxima, sentença. 10 Cópia ou imitação fiel. 11 Representação fiel de alguma coisa existente na natureza.

sin.ce.ro
1 Que denota sinceridade ou simpleza. 2 Que usa de sinceridade, que se exprime sem intenção de enganar, ou de disfarçar o seu procedimento. 3 Que exprime só o que sente e pensa. 4 Que é dito ou feito de modo franco, sem dissimulação ou disfarce. 5 Leal, natural, verdadeiro.

Percebam que na definição do dicionário para VERDADE há algo de peculiar: conformidade das coisas com o conceito que a mente forma delas. Isso significa que a verdade é mais subjetiva do que imaginamos, do que cobramos dos outros.

Já na definição de ser SINCERO entra o conceito de verdade.

Verdade para quem? Essa é a pergunta certa. O que é a sinceridade - qualidade tão evidenciada por pessoas que conferem a si dizer tudo o que pensam - se não a verbalidade daquilo que consideram verdade? E, se verdade depende de mim, de você e do outro, qual é a verdade de todos? Aquela construída pela coletividade ou a que entendemos ser a melhor?

Difícil.

Cobrar a verdade de alguém não significa que essa verdade seja a que você espera ouvir. Certo? Certo. Mas, pior, é cobrar a verdade que você quer ouvir e não aceitar outra diferente da sua.

Difícil, de novo.

O conceito das palavras nos ensinam, além de como aplicá-las, entendê-las na completude.
Quero ser verdadeira, sincera, mas, talvez, a minha verdade não agrade, ou não seja a que espera, mas é minha.

A minha verdade é melhor que a sua? Claro que não. O problema é entender isso e aprender a enxergar a questão ilusória da verdade. Aquela parte subjetiva da verdade, que mesmo sendo pura para quem fala, soa falso a quem escuta; é apenas a DIFERENÇA: 1 Qualidade ou estado de diferente; desigualdade. 2 Propriedade ou característica pela qual pessoas ou coisas diferem. 3 Alteração. 4 Inexatidão. 5 Divergência de opiniões; desacordo, discordância, dissensão, controvérsia. 6 Prejuízo. 7 Desproporção.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Inconstância

Por que as coisas têm que ser assim? Num dia está tudo lindo e maravilhoso. Sentimo-nos como verdadeiras fortalezas diante de seja qual for a intempéria. No segundo seguinte, por nada, por um fio de sem importância, sentimo-nos fracos, impotentes diante de situações irrisórias, insignificantes.
Parace que o mundo desaba sobre nós com toda sua força, com um peso que já não conseguimos suportar. Tudo fica sem graça. Pior. O que tinha graça se torna extremamente chato. Encomoda. Sumir é o melhor remédio. Sumir como?
Deixar de encarar a hipocrisia e chatice, que costumeiramente seria até bem aceite ou sequer percebida, é a única coisa em que consigo pensar.
Demais? Extremista? Exagerada? Só eu sei...
O que era efêmero dá sensação de permanente, como se as menores dores se transformassem em eternos temores. Uma fagulha de incompreensão se torna em um incêndio de insegurança, de medo, de transtorno, de paranóia.
A paranóia.
Ninguém sabe se a visão de um mundo belo e sereno desapereceu de vez ou se é só mais uma TPM....

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Expondo



“Aceite seus pensamentos tal como são, mesmo quando não os endossa”. Ao ler essa frase percebi que não raro isso acontece. Por nossa atordoada mente passam milhares de impulsos nervosos que comandam todo o nosso corpo e, dizem, o que chamamos de alma. São tantas informações que não conseguimos ordenar ou dar sentido, que muitas vezes nos surpreende os conteúdos.
Agora mesmo, ao escrever algumas linhas, são milhares de informações que quero expôr. Algumas transformam-se em palavras, outras “nem em pensamento” deveriam estar. Penso que deve ser assim a vida de sociopata, psicopata, ou portador de uma dessas “patias” que fazem com que os pensamentos mais sórdidos sejam transformados em ações sem o menor remorso.
Aqui mesmo, na Zona Norte de São Paulo, bem ao lado do Semanário, está o 9º DP, que investiga o caso Isabela Nardoni. Por mais que soubéssemos, que tivéssemos a intuição e os fatos levando a acreditar que o assassino era o próprio pai, o íntimo negava a informação. No fundo não queríamos que tivesse sido assim. Um pai que joga a filha pela janela? Inconcebível.
Mesmo assim, sabe-se lá o que ele pensou? Sabe-se lá os impulsos nervosos que o fizeram agir dessa forma, sem qualquer consciência moral ou, até, afetiva. Não tenho filhos, mas o amor que me descrevem os que os tem parece ser maior que qualquer moral social imposta no decorrer dos anos. Seria algo natural, praticamente sublime; um amor intocável e inviolável. Por isso nos choca tanto.
Mas, voltando aos pensamentos que não endossamos, tê-los não é nenhum crime, por vezes podem surpreender, ou até mesmo chocar, principalmente pela liberdade que têm, pela autonomia, pela distância que estão da concretização.
Por que, então, os temos? Os indizíveis momentos de que desfrutamos em nosso consciente, que teimam em reaparecer, mas que não queremos, são próprios de nós. A partir daí, cabe-nos decidir entre aceitar e viver ou endossar e assumir os riscos.

Só para constar...


Estive com Arnaldo Jabor no ano passado, nem me lembro o mês, mas, enfim, conversamos um pouco e dei uma de tiéti... Pedi conselhos para uma jornalista em início de carreira, e ele disse: Leia, leia, leia, leia....

Mas isso eu já faço há muuuuuito tempo, não vale.....

Constatação, perda da inocência ou cara-de-pau mesmo?

Fiquei pensando na inocência que perdemos com o passar dos anos. O mundo de trabalho competitivo faz com que desconfiemos de todos, de todas as ações que à primeira vista consideramos sinceras. Ao lidar com um mundo de grandes empresários observo que, mesmo que a causa seja boa, os interesses escusos estão alí. Nada é feito simplesmente por boa ação.
O problema maior é ter que cobrir eventos sociais em que alguns estão, sim, muito preocupados com a causa, que querem, sim, arrecadar fundos par a resolução de um problema social que consideram ser possível. Mas, outros, sem o menor pudor, usam tais eventos com fins de contatos pessoais e empresariais, sem dar a mínima para o objetivo primeiro, que seria ajudar o tal do próximo.
Posso até estar sendo leviana, mas faço matérias em diversos eventos beneficentes tentando focar exatamente o que bons empresários - pessoas que acumularam dinheiro e respeito na sociedade paulistana por meio de muito trabalho - tentam fazer pela comunidade em que estão inseridos. Muitos estão alí para isso e pronto. Mas, quando ao entrevistar alguém, ouço a frase: "Espera, espera! Antes de ligar o gravador diga-me o que é este evento", fico estática.
Sempre me pergunto o porquê de ter que entrevistar uma pessoa num evento beneficente que sequer sabe o que está fazendo ali? Foi convidado e saberia que estariam presentes muitos beneméritos da sociedade paulistana e por esse simples fatos comparecem, pagam, colaboram com causas que desconhecem por completo.
Mas o pior de tudo é ter que entrevistar pessoas vazias, sem conteúdo algum, que nunca têm nada a dizer, estão apenas recheando mais uma página de jornal, que na verdade já tem muito para dizer, sem ter necessidade de colocar mais um rostinho que pague para aparecer ao lado de uma causa social justa.
Sim. Isto é um desabafo.
É claro que admiro pessoas que se preocupam em ajudar causas nobres com dinheiro, afinal existem centenas de entidades que realmente aplicam esse dinheiro na melhoria da qualidade de vida de pessoas mais necessitadas. Sim. Conheço várias e várias entidades presididas e compostas por pessoas sérias, que fazem esse trabalho porque amam o seu semelhante e acreditam estar agradecendo a Deus a sorte que tiveram em poder trabalhar e fazer os negócios prosperarem.
Do que estou cansada é da hipocrisia, da necessidade que as pessoas têm de aparecer em cima dos pobres.
Caralho!!! Se quer ajudar, ajuda. Quer aparecer, faça por onde! Estou cansada de, ao entrevistar, ter que esclarecer o dito cujo sobre o que é feito. Outros são ainda mais caras-de-pau: pedem que nós mesmos criemos seus depoimentos.
Tá bom!!! Melhor assim, pois, aí, posso colocar o que penso na boca de quem quer apenas aparecer....

terça-feira, 15 de abril de 2008

Saudades delas

Há muito abandonei meu blog. A promessa de escrever todos os dias se perdeu e nem me dei conta disso, a não ser agora, quando resolvi abri-lo. E resolvi abri-lo justamente pelas saudades.
Hoje tive notícias de amigas muito queridas, umas por msn, outras por mail, outras por blog. Independente do canal, percebi-me em nostalgia completa, lembrando-me dos muitos momentos que passamos juntas.
Umas foram por muito tempo mesmo, com horas intermináveis ao telefone quando adolescente, querendo dormir uma na casa da outra, outras com encontros na esquina e saída de patins para bater papo sem parar, com a inocência de quem tem 12, 13, 14 anos e com a cumplicidade de quem cresceu junto. Outras conhecidas na melhor fase da vida: ah, a faculdade.
São todas boas amigas, grandes amigas. Há todo momento voltam às minhas idéias e mando um e-mail, mando um SMS, mas penso que jamais será igual, nunca mais teremos as mesmas conversas, mudamos, crescemos separadas, somos, não substituídas, mas trocadas pela amiga da vez.
Uma pena, mesmo que as amizades sejam eternas – pois para mim cada uma delas tem um papel que jamais será apagado – os momentos são breves, a estadia é breve, a juventude é breve. Não que já tenha passado, mas que já deixa saudades incuráveis.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Cinza

A sensação é de desolamento. A única certeza do mundo agora foge pela janela aberta, e é substituída por um vento frio que preenche de vazio o coração. Agora a certeza é outra. A certeza agora é de que não existem belos campos floridos, em que o sol faz da sua presença indispensável a paisagem completa, emitindo cores e odores agradáveis, sensação de que Deus existe. Não. Essa alegria não está mais aqui. Agora é tudo cinza, sem sol, sem flores, sem cores ou odores. Cinza como os maus pensamentos que insistem em tornar. Cinza como a lembrança anuviada do que já foi sagrado e não mais o é. Cinza como mais uma manhã nublada, de fina garoa e rostos endurecidos pelo frio. Cinza como o cinza é. Nulo.

De volta



Desde novembro de 2007 não escrevo neste espaço.. Não sei se, realmente, por falta de tempo, ou por falta de coragem de expor certos pensamentos, talvez os dois tenham sido motivos fortes para a minha ausência. Agora, de volta, pretendo dedicar-me mais a este espaço, onde pretendo escrever sobre meus pensamentos, minhas dúvidas, minhas certezas, sobre mim, simplesmente.
Nada de interessante, apenas uma forma de me comunicar com algo, mesmo que não haja ninguém para ler, o que acho até melhor, uma vez que estar só com os próprios pensamentos e idéias é bem mais fácil.
Apesar disso, este não é um blog egoísta. Se presta, única e exclusivamente, à publicação de verdades, sejam as minhas ou as de outrem, mesmo que não seja para os demais...
Verdades relativas, pois a única coisa que há de absluto é que tudo é relativo, e que os dois lados ou versões de um fato são apenas o início...
bom dia e dá uma olhada nessa cachoeira em Uberlândia, que fomos em dezembro de 2007.. voltei revigorada, senti que o universo me faz muito bem.